
Os Anos em que as Manhãs de Festa Despertavam Cedo a Cidade na Antiga Vida Urbana: Por que Essas Manhãs de Abrir a Janela Ainda Permanecem Tão Vivas na Memória?
A Festa que Entrava Quando a Janela Se Abria
Explorando a beleza do passado

A Festa que Entrava Quando a Janela Se Abria

A Linguagem Silenciosa da Família que Saía do Forno

Cheiro de Espuma, Rádio Ao Fundo e Tardes que Se Alongavam

A Elegância que Permaneceu Inteira Entre as Caixas

No Rastro da Agulha, Noites que Se Alongavam

Dias Com Cheiro de Flores em que o País Entrava na Vitrine

O Espírito de Partilha que Crescia Com o Cheiro da Sopa

As Horas em que a Rua Ficava Quente Como uma Casa

A Ordem Silenciosa que Brilhava nas Prateleiras

Uma Memória Viva Acendida no Centro da Sala


Aquele Calor Próximo que Ia da Frigideira Ao Prato

O Pequeno Acordo de Bairro Construído no Caminho da Escola

A Elegância Silenciosa que Brilhava na Gaveta

A Espera Sonora Reunida na Ponta da Antena